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segunda-feira, 10 de março de 2008

De joelhos



"Bendita seja a Mãe que te gerou."
Bendito o leite que te fez crescer.
Bendito o berço aonde te embalou
A tua ama, para te adormecer!

Bendita essa canção que acalentou
Da tua vida o doce alvorecer...
Bendita seja a Lua, que inundou
De luz, a Terra, só para te ver...

Benditos sejam todos que te amarem,
As que em volta de ti ajoelharem
Numa grande paixão fervente e louca!

E se mais que eu, um dia, te quiser
Alguém, bendita seja essa Mulher,
Bendito seja o beijo dessa boca!

Florbela Espanca

Os Paradoxos do nosso tempo



O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos;

auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;

gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores;

mais conveniências, mas menos tempo;

mais especialistas e ainda mais problemas,

temos mais graus académicos, mas menos senso;

nós temos mais diplomas, mas menos razão;

mais conhecimento e menos poder de julgamento;

mais conhecimento, mas menos juízo;

mais proficiência, porém mais problemas;

mais medicina, mas menos saúde.

mais ciência, mas menos bem-estar.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, guiamos depressa demais, irritamo-nos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente rezamos.

Multiplicam as nossas posses, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência.

Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver;

adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos.

Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o nosso espaço interior.

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Limpamos nosso corpo, mas poluímos a alma

Dividimos o átomo, mas não os nossos preconceitos.

Escrevemos mais, mas aprendemos menos.

Planeamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.

Aprendemos a nos apressar, e não a esperar

Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Temos mais comida, mas menos apaziguamento.

Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação.

Tivemos avanços em quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta;

de homens altos e carácter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.

Estes são tempos em que se exorta a paz mundial, mas perduram as guerras nos lares;

temos mais lazer, mas menos diversão;

maior variedade de comida, mas menos nutrição.

São dias de duas fontes de rendimento, mas de mais divórcios;

de residências mais belas, mas de lares desfeitos.

Essa é a era de dois empregos e vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade, também ela,
descartável, relações de uma só noite, corpos obesos, e pílulas que fazem de tudo: alegram, acalmam e matam.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar "delete".

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.

Lembre-se de dizer "eu te amo" a sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas em primeiro lugar, ame.

Conceda-se tempo para amar, conceda-se tempo para falar, conceda-se tempo para compartilhar os seus preciosos pensamentos.

"Cante, sonhe, teime e lute, sempre."

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Hábitos Breves
Gosto dos hábitos que não duram; são de um valor inapreciável se quisermos aprender a conhecer muitas coisas, muitos estados, sondar toda a suavidade, aprofundar a amargura. Tenho uma natureza que é feita de breves hábitos, mesmo nas necessidades de saúde física, e, de uma maneira geral, tão longe quanto posso ver nela, de alto a baixo dos seus apetites. Imagino sempre comigo que esta ou aquela coisa se vai satisfazer duradouramente - porque o próprio hábito breve acredita na eternidade, nesta fé da paixão; imagino que sou invejável por ter descoberto tal objecto: devoro-o de manhã à noite, e ele espalha em mim uma satisfação, cujas delícias me penetram até à medula dos ossos, não posso desejar mais nada sem comparar, desprezar ou odiar.
E depois um belo dia, aí está: o hábito acabou o seu tempo; o objecto querido deixa-me então, não sob o efeito do meu fastio, mas em paz, saciado de mim e eu dele, como se ambos nos devêssemos gratidão e estendemo-nos a mão para nos despedirmos. E já um novo me aguarda, mas aguarda no limiar da minha porta com a minha fé - a indestrutível louca... e sábia! - em que este novo objecto será o bom, o verdadeiro, o último... Assim acontece com tudo, alimentos, pensamentos, pessoas, cidades, poemas, músicas, doutrinas, ordens do dia, maneiras de viver.

Em compensação, odeio os hábitos que duram, parece-me que tiranos se aproximam de mim para inquinar o meu ar vital com o seu hálito, logo que os acontecimentos se orientam de tal maneira que parece deverem sair deles hábitos definitivos: por exemplo, devido a uma função social, à frequência constante do mesmo meio, de uma residência determinada, de um género de saúde exclusivo. Confessarei até que, no mais fundo da minha alma, estou grato às minhas misérias físicas, à minha doença e a todas as minhas imperfeições, porque me deixam mil portas de saída que me permitem escapar aos hábitos definitivos. O que me seria, para falar verdade, mais insuportável, o que verdadeiramente me aterraria, seria uma vida totalmente despojada de hábitos, uma vida que exigisse uma improvisação constante; isso seria o meu exílio, seria a minha Sibéria.

Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'

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Para pensar, refletir e ver outros pontos de vista!

Estamos a viver no meio da sociedade, e nada fazemos contra!

Temos que mudar hábitos...

kiss kiss

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO



O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos;

auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;

gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores;

mais conveniências, mas menos tempo;

mais especialistas e ainda mais problemas,

temos mais graus académicos, mas menos senso;

nós temos mais diplomas, mas menos razão;

mais conhecimento e menos poder de julgamento;

mais conhecimento, mas menos juízo;

mais proficiência, porém mais problemas;

mais medicina, mas menos saúde.

mais ciência, mas menos bem-estar.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, guiamos depressa demais, irritamo-nos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente rezamos.

Multiplicam as nossas posses, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência.

Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver;

adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos.

Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o nosso espaço interior.

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Limpamos nosso corpo, mas poluímos a alma

Dividimos o átomo, mas não os nossos preconceitos.

Escrevemos mais, mas aprendemos menos.

Planeamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.

Aprendemos a nos apressar, e não a esperar

Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Temos mais comida, mas menos apaziguamento.

Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação.

Tivemos avanços em quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta;

de homens altos e carácter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.

Estes são tempos em que se exorta a paz mundial, mas perduram as guerras nos lares;

temos mais lazer, mas menos diversão;

maior variedade de comida, mas menos nutrição.

São dias de duas fontes de rendimento, mas de mais divórcios;

de residências mais belas, mas de lares desfeitos.

Essa é a era de dois empregos e vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade, também ela,
descartável, relações de uma só noite, corpos obesos, e pílulas que fazem de tudo: alegram, acalmam e matam.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar "delete".

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.

Lembre-se de dizer "eu te amo" a sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas em primeiro lugar, ame.

Conceda-se tempo para amar, conceda-se tempo para falar, conceda-se tempo para compartilhar os seus preciosos pensamentos.

"Cante, sonhe, teime e lute, sempre."

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domingo, 9 de março de 2008

Da alma pro coração




" Da alma pro coração "
.
" Não sei...
se o seu tempo na vida vai ser suficiente
pra você ser e fazer tudo o que deseja.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas,
se nossa lembrança não desperta saudade
no coração dos amigos,
se quando partimos, não deixamos
no outro a esperança da nossa volta.
.
.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que externiza a emoção,
olhar que acaricia,
amor que aquece e fortalece.
.
E isso não é coisa do outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não
seja nem curta, nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira,
gostosa...
enquanto durar...
.
Se você quer Amor... Ame!
Você sabe Amar?
Sabe respeitar o que lhe contam?
Sabe ouvir sem criticar?
Sabe aceitar sem restrição?
.
Nada preenche o coração,
a não ser o Amor, a Amizade.
.
O agasalho aquece o corpo,
lindas roupas o embelezam.
Mas o que aquece a alma,
o que faz brilhar o olhar,
o que dá vontade de continuar
é o Amor....
" Só o Amor! "
.
* * * * * * * *
Autor Desconhecido

Dei-te um beijo



Dei-te um beijo e mitiguei
minha sede de mais beijos,
dei-te um só e lamentei
não me sarar os desejos...
.
Um só não é solução
pró lume que me arde no peito...
Mas faz bem ao coração
dar amor a um eleito!
.
Por isso eu hei-de beijar
vezes e vezes sem fim
tua boca apetecida,
.
e tu também me hás-de dar
a retribuição, enfim,
a tua pla minha vida!
.
Autor desconhecido

Eu Posso




Eu Posso... !
.
Eu Posso
Mesmo que o mundo caísse,
e sobre mim explodisse,
destruindo o que era nosso,
.
Eu Posso
Mesmo que eu me desabasse,
e nada mais me sobrasse,
se não ver tudo em destroços,
.
Eu Posso
Mesmo que abismos medonhos
enterrem todos os meus sonhos,
nas profundezas de um poço
.
Eu Posso
Mesmo que a fome do mundo
caia em mim nesse segundo,
ainda assim hoje eu almoço,
.
Eu Posso
Mesmo que a minha doença
seja grave de nascença
pelo poder do pai nosso
.
Eu Posso
Mesmo que um grande fracasso
queira barrar o meu passo
eu não paro, eu não tropeço.
.
Eu Posso
Mesmo que eu seja um vencido,
muito cedo envelhecido
eu subo, eu sigo eu remoço,
.
Eu Posso
iluminar o meu caminho,
eu posso estender a mão ao meu vizinho.
.
Eu Posso
encher de amor um coração
e fazer desta vida uma canção.
.
Eu Posso
é a força da energia que explode
em mim e se irradia.
.
Eu Posso
é a força da divindade que produz
em mim a realidade.
.
Eu Posso
renovar minha saúde
pois na vida não há nada que não se mude.
.
Eu Posso
é a oração bendita da minha força infinita.
.
Eu Posso
perdoar meu inimigo
porque vem a mim tudo o que eu bem digo
.
Eu Posso
Porque esse mundo é todo nosso!"
.
***** *** **
Autor: Lauro Trevisan
*** ******** **

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Pensamentos do dia:



O sexo é como uma estação de serviço: às vezes recebe-se um serviço
completo; outras vezes tem que se pedir para se ser atendido e há vezes em
que temos que nos contentar com o self-service!


Um homem é como um soalho flutuante: Se for bem montado pode ser pisado
durante mais de 30 anos.


As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a
noite apertam a roupa das pessoas.


Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas: excesso de nabos;
falta de tomates e muito grelo abandonado.


O trabalho fascina-me tanto que às vezes, fico parada a olhar para ele.


Casamento é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está sempre
certa e a outra é o marido.


A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o homem,
está sempre ao lado da mulher que vier e der.


Se fores chata as tuas amigas, perdoam;
Se fores agressiva as tuas amigas, perdoam;
Se fores egoísta as tuas amigas, perdoam;
Agora experimenta ser magra e linda!
Tas lixada!


O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama!


O excesso de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me
lembro...


Os "cornos" não existem! Isso são merdas que te colocaram na cabeça.
Okey?


Portugal é um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos
discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas!


A diferença entre Portugal e a República Checa é que esta tem o
governo em Praga e Portugal tem a praga no governo.


Não procures o príncipe encantado. Procura, antes, o lobo mau:
ouve-te melhor; vê-te melhor e ainda te come.


Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho.
Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me!!!


A mulher do amigo é como a bota da tropa; também marcha!


O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.


O teu computador é como uma carroça: tem sempre um burro à frente!!!


As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis.


Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia.


Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.


O homem é o único animal que pode permanecer, em termos amigáveis, ao
lado das vítimas que pretende comer, antes de comê-las


A infidelidade e a devolução de um cheque resultam ambos da mesma
situação: FALTA DE COBERTURA.

Chocolate não engorda, quem engorda é você.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Adeus



Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade


Dois acidentes, um morto e muita confusão

Manuel Azevedo

Acidente ocorreu na estrada que liga Picoto a S. Paio de Oleiros


Um homem de 31 anos morreu, ontem, ao fim da tarde, depois de se ter despistado na mota em que seguia, na estrada que liga Picoto a S. Paio de Oleiros, em Mozelos, Santa Maria da Feira. A vítima embateu numa viatura e acabou por perder o controlo do motociclo. O sinistro gerou, porém, um coro de protestos entre as dezenas de pessoas que acorreram ao local, alegadamente devido à demora no socorro.

Gerou-se, de facto, alguma confusão na articulação dos meios e consequente resposta. Os Bombeiros de Lourosa foram accionados, às 18.06 horas, pelo CODU para um acidente com duas vítimas na mesma estrada (próximo da Junta de Freguesia de Mozelos). De acordo com o INEM, este acidente envolveria um ligeiro e uma mota e dele teriam resultado dois feridos.

VMER "enganada"

Chegados ao local, os bombeiros foram alertados pela GNR de Lamas para a existência de um segundo acidente (próximo da corticeira Amorim), a cerca de dois quilómetros do primeiro. Também neste caso, envolvendo um ligeiro e um motociclo, mas desta feita com um ferido.

Depois de alertado, às 18.13 horas, o INEM enviou a VMER do Hospital de S. Sebastião. Dez minutos depois, a equipa médica "encontrou" o primeiro acidente, julgando tratar-se do caso para o qual teria sido accionada. Só passado algum tempo é que se apercebeu de que havia um outro sinistro, não muito longe daquele local, com consequências mais graves. O INEM terá chegado ao local cerca das 18.23 horas. Altura, precisamente, em que os Bombeiros de Lourosa receberam uma chamada de uma pessoa no local, manifestando indignação pela demora no socorro.

"Para piorar as coisas, houve um terceiro acidente no concelho à mesma hora", notou uma fonte dos bombeiros, que evitou relacionar o atraso no socorro com a morte do motociclista.

As tentativas dos bombeiros e da equipa médica da VMER para reanimar a vítima mortal prolongaram-se por 45 minutos, mas em nada resultaram. Foi declarado o óbito e o cadáver foi transportado para o Hospital de S. Sebastião. A vítima mortal era casada, residia em S. Paio de Oleiros e era natural de Paços de Brandão.PIC e SR

Aqui


INEM acciona socorro para acidente em local errado


ALFREDO TEIXEIRA

Assistência demorou 20 minutos. Homem, de 31 anos, morreu no local
Dois acidentes na mesma estrada, separados por dois quilómetros, e com as mesmas características levou ontem a que os Bombeiros Voluntários de Lourosa chegassem tarde ao socorro de um indivíduo que acabou por morrer. A população ficou revoltada com a demora da chegada da ambulância. Os bombeiros dizem não ter responsabilidade e acusam o INEM de ter "prestado uma informação errada". O INEM, por seu turno, afirma ter-se tratado de uma "infeliz coincidência", com dois acidentes com as mesmas características no mesmo local.

Os dois acidentes registaram-se à mesma hora, cerca das 18.00, na mesma estrada que liga Picoto a S. Paio de Oleiros, em Mozelos, Feira. Ambas as situações envolviam a colisão de uma moto com um automóvel. A via tem alguns quilómetros e do primeiro acidente, a que os bombeiros chegaram, resultaram apenas ferimentos ligeiros nos seus intervenientes. "Nós fomos para onde o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) nos mandou", afirmou ao DN o comandante José Oliveira, dos Bombeiros de Lourosa. "Só fomos alertados que estávamos no sítio errado pela GNR de Santa Maria de Lamas", acrescentou.

Mais à frente, junto às instalações da Corticeira Amorim, estava o sinistro que tinha provocado um ferido grave, após a colisão da moto em que seguia com um veículo ligeiro. O socorro demorou mais de 20 minutos, após o alerta. Quando chegaram ao local, os bombeiros encontraram a vítima inconsciente. "Ainda tentamos a reanimação durante 45 minutos, mas sem resultado. Fizemos o possível, não temos culpa de nos terem dado informações incorrectas", salientou o comandante.

Pedro Coelho dos Santos, porta-voz do INEM, explicou ter-se tratado de "uma infeliz coincidência que gerou uma situação atípica, embora a assistência tenha sido prestada à vítima". A mesma fonte diz que o INEM foi alertado às 18.05, tendo recebido uma chamada dos bombeiros às 18.13 a dizer que o acidente tinha provocado apenas feridos ligeiros.

Nessa altura verificaram não se tratar do mesmo acidente. A vítima mais grave encontrava-se a dois quilómetros. É accionada uma viatura médica do Hospital da Feira que chega ao local às 18.23, minutos depois dos bombeiros, após passar pelo primeiro acidente. "Foi uma triste coincidência que nem os bombeiros se aperceberam", diz +Coelho dos Santos. A vítima é um homem de 31 anos, residente em Paços de Brandão.

Aqui


Estou revoltado com o acontecido!

Há quem não mereça ser feliz...

Mas há coisas que nos dão a volta!

A falta de coordenação dos serviços de urgência é inadmissivel
e estão a dar cabo da vida de muitos de nós.

Se o auxilio fosse prestado a tempo e horas,
podia não ter acontecido o que aconteceu...

Aconteceu, e apenas temos k nos revoltar com o sucedido,
para a próxima vez não acontecer...

Estamos num país que é um puro "deixa andar",
depois das coisas acontecerem é que tratamos de as resolver...

Não pode ser assim.

Temos que antecipar os acontecimentos.

Temos que lutar por melhores condições!

estou revoltado com o mundo!

a vida é ingrata...

Morte ... despedida de alguém ...



Morte

Espero que me ouças ainda amor,
ficou tanto por dizer, a Senhora Morte te levou
e as palavras ficaram presas na garganta que ainda dói...
Letras... qual espadas,
por entre as labaredas deste inverno
pelas longas noites animadas
que nos tornaram guardiões do inferno.
E dói assim não ter-te a aquecer-me
e ver que se detêm as palavras que nunca foram ditas,
e esta vontade louca de as dizer
sufoca-me as palavras interditas.
Olhos meus que fitam os teus,
que transformam o mar de amarguras,
o espaço descrito nos céus
paixões lindas e puras,
pudera eu ter-te só uma noite e dizer-te as palavras que não disse,
quisera eu que a Morte te trouxesse para reter-me nas sombras do meu olhar,
e se te olhasse uma última vez
quisera nas tuas lágrimas afogar as mágoas que ainda sinto!
Chora... traz-me o teu pranto
abraça a minha tristeza
assim como me envolves em teu manto
na loucura da tua beleza,
e sinto-te imortal nesta lembrança,
a morte nunca levará o que te guardo em mim,
e resta-me adormecer a vida com a esperança viva
de que a morte nunca será um fim!
Eterno sentimento que nos eleva
entre paisagens que nos contornam
é tudo o que daqui se leva
a lembrança daqueles que por nós tombam.

by Margarete

---
t

Saudade

Afinal a vida não passa de uma saudade sempre igual e sem sentido,
uma saudade eternamente certa,
infinitivamente concreta,
sinceramente indefinida,
fatalmente saudade.

Saudade,
o sentimento descontente que se perde em divagações penosas e plangentes,
a longitude de um adeus que se ganha em cada abraço que não volta...

Saudade,
a quimera degradante que se inventa em cada luar de Primavera,
um penar ultrajante que se sente quando o amor se acaba...

Saudade,
um fingimento incoêrente que se desenha em cada lágrima de dor,
uma felicidade aparente que se esvai em cada espera sem revolta...

(parte de um poema)
---



A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.

A morte é a curva da estrada,
morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.

By busybee

errante



"errante"
(parte do poema)

Errando por avenidas infinitas e desertas,
Espaço e silêncio são as recompensas da noite,
A luzes de uma cidade molhada enchem o espelho.
O pântano da rotina urbana fica para trás.
Sonho com pomares forrando a estepe,
Buscando um caminho, ignorando qualquer destino,
Descubro-me a olhar muito para além do rio.
Perdido na memória do teu sorriso incerto,
Quando finalmente paro, estou junto ao oceano.
Um velho amigo, escuta-me os pensamentos,
Sussurrando uma brisa frígida e intransigente...

M.Daedalus

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Assim me encontro,
errante pela vida...
Mais uma tragéda,
Mais uma vida perdida,
Mais uma vida levada,
mais um bocado de mim,
que se vai...


:( Estou de luto...

Nota Importante

Nota: Este é um site pessoal, onde reúno tudo que aprecio e recolho da NET em termos de poesia, literatura, imagens e afins. Também coloco textos pessoais, ou de amigos. Não quero violar nenhum direito autoral, mas caso alguém se sinta "prejudicado" ou "violado" por eu gostar de seu trabalho, por favor, entre em contato clicando Aqui que retiro imediatamente. Poetheart